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Isso sim é um dom

Tudo começou, como de costume, no Twitter. Alguém deu um RT em fulano, que tinha dado RT em Ciclano, que por sua vez tinha dado um RT na @Rajacenna. Inadvertidamente cliquei no link, e quando ele abriu imaginei estar diante de uma foto em preto e branco. Mas não, era um desenho. E dos mais perfeitos.

O talento da Rajacenna é impressionante. Recomendo uma visita ao seu site, que ainda tem poucas obras, mas cujo acervo deve crescer futuramente.

Na UFMG tive que fazer a matéria Filosofia, e em um dos exercícios a professora pediu para “resumir” a obra de Nietzsche em uma página. Gosto particularmente de seu pensamento, pois me identifico muito com a percepção de que a realidade é diferente em cada um de nós.

Enfim, acho que me saí razoavelmente bem, pois tirei total neste trabalho. Abaixo o resultado.

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“Deus está morto!” – assim Nietzsche nos direciona para que tenhamos a mesma visão de mundo que ele, e assim ele inicia sua reflexão filosófica. Deus, para ele, indica transcendência: o que é verdadeiro, belo e bom. Deus, assim como a filosofia, o estado e o próprio conceito de verdade, foi criado pelo homem, e muitas vezes o homem se esquecia disso e se submetia às vontades de sua própria criação, alienando-se acerca do mundo.

Porém, ao matarmos nosso criador (ou nossa criação?) o homem é exposto à sua verdadeira dimensão, devendo permanecer agarrado à realidade.

Mas a realidade não é formada pelos sentidos, e estes sentidos não são diferentes em cada um?

Assim, Nietzsche considera que os sentidos nos enganam acerca do mundo. E através de suas proposições ele critica a metafísica, pois é essa perspectiva humana do mundo que cria conceitos que não são verdadeiros, como número, causalidade, tempo, etc.

Concluindo, para este filósofo a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque diz que não se pode alcançar uma certeza sobre isso.

Afinal, cada um tem um mundo dentro de si.

Kioskerman

A vida, suas surpresas, maravilhas e tristezas… Tudo isso representado nas tirinhas publicadas por Pablo, sob o pseudônimo de Kioskerman. Convido-os a apreciar a sutileza e a beleza da mensagem contida em cada quadrinho e a visitar o site em que são publicadas.

Carnaval

O vídeo abaixo sintetiza minha opinião sobre o Rebolation, desfile das escolas de samba, abadás e afins.

Obrigado.

Nem vou comentar as tirinhas hoje, pois muitas delas são bastante filosóficas… Não quero estragar a percepção de cada um.

Sites kibados:

http://kioskerman.com.ar/

http://www.geek.nl/pics/dilbert-arch/

http://www.ryotiras.com/

http://www.malvados.com.br/

http://www.explosm.net/

http://cyanidehappinesstraduzidos.blogspot.com/

http://www.geekstir.com/

http://capinaremos.com/

Old but gold.

Bonus track: Como deveria ter sido o final do filme Superman (o antigão, de 1978).

Impressionante.

Estou simplesmente sem palavras. Aliás, fico me imaginando se eu estivesse dirigindo tranquilamente meu carro e visse um ônibus sem controle no retrovisor.

TENSO.

Blockbuster

Iron Man 2? Que nada… O filme mais aguardado de 2010 acabou de ter seu trailer divulgado. Assistam!!!

Divagações

Fiz uma prova de 5 Km (Circuito do Sol) em BH, e constatei que meu tempo piorou desde o ano passado. Hora de encarar os treinos com mais seriedade…

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Esse negócio de BBB enche a paciência.

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Sou muito mais receptivo para consumir informações do que para produzir… O que é ruim, pois acho que tenho idéias interessantes e que poderia convertê-las em bons textos.

Mas enfim, continuarei tentando.

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Aliás, acho que li mais livros em Dezembro e Janeiro do que nos 11 primeiros meses de 2009.

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Eu quero muito um Honda Civic.

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Saudades de muitas coisas. Ou seria nostalgia?

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Está decidido. Amanhã eu paro de procrastinar.

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Human Giant (MTV Brasil, toda terça, 23h) faz um humor que eu não via a muito tempo na TV. Mostrando um quadro sobre ilusionistas acusados de racismo que abrem um restaurante eles nomearam os pratos de “Malcolm Eggs” e “Slave Chips”. Simplesmente genial!

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Liguei a TV. Na Globo. Novela. Vi uma loira simulando uma luta de kung fu com um monge na recepção de um prédio. Desliguei a TV.

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Que bom que o Kléber ficou no Cruzeiro, pois dificilmente conseguiríamos um atacante à altura dele nesse momento da temporada.

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Se eu tivesse grana iria lá para a Venezuela dar umas porradas no Hugo Chávez. Aquele gordinho não aguente nem dois minutos de porrada comigo.

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Feliz a época em que sinônimos de desenho infantil eram “Fantástico Mundo de Bob” e “Doug”.

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Há exatamente dez anos eu estava fazendo as provas finais do terceiro ano do segundo grau no CEFET, graças a uma greve dos professores que atrasou cronograma. O tempo voa!

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Decidi assistir a todos os indicados ao Oscar nas categorias Melhor Filme,  Melhor Ator e Melhor Atriz. São 16 filmes, e só assisti 3 até agora!

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* Os posts intitulados Divagações refletem pensamentos e frases coletadas aos poucos durante meu dia-a-dia, e que de tempos em tempos publicarei aqui.

When the Crowds Are Gone

São Paulo – 19 de agosto de 2001, sábado, 22 horas. Na casa de shows Via Funchal um adolescente de 19 anos assiste, entorpecido, ao show de heavy metal mais emocionante que já tivera a oportunidade de presenciar. E olha que a lista dele não era fraca: Iron Maiden, Helloween, Stratovarius, Sepultura, Halford… Estas e outras bandas já haviam executado suas músicas diante dos seus olhos, mas nenhuma antes havia sido como aquela.

A banda em questão havia sido formada em 1978 pelos irmãos Jon e Criss Oliva, e inicialmente tocava apenas o bom e velho metal. Com o decorrer dos anos as composições foram ficando mais complexas e completas tanto lírica quanto musicalmente, e a partir de 1991, com o lançamento de Streets, eles passaram a investir freqüentemente em álbuns conceituais. Em 1993 o guitarrista Criss Oliva foi morto por um motorista embriagado, e desde então a formação da banda tem mudava freqüentemente, mas sempre com Jon Oliva comandando suas decisões.

Seu nome era Savatage, e em 2001 eles promoviam o álbum “Poets and Madmen”. Álbum que conta a história de três adolescentes curiosos que resolvem entrar, inadvertidamente, em um velho casarão gótico nas proximidades de uma estrada, o qual fora no início do século XX um manicômio, hoje abandonado. Lá encontram um velho habitante do lugar, louco mas não hostil, e a história se desenrola a partir daí nas 11 faixas do álbum. Peso, melodia e letras fantásticas eram alguns dos ingredientes da apresentação, e eles acertaram em cheio e marcaram profundamente aquele moleque…

Fico pensando como seria se naquele sábado ele já soubesse que estava diante de uma das últimas apresentações ao vivo do Savatage, que desde então não lançou mais nada. A noite teria sido mais ou menos memorável? Ele teria aproveitado da mesma forma aquele show?

Enfim, fato é que Jon Oliva declarou em uma recente entrevista que a banda acabou, e que sequer um show de despedida passa por sua mente no momento. Impossível não lamentar diante do desaparecimento de uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos, que além de peso e velocidade trazia também poesia e reflexão para seus fãs.

Fica a esperança de que, assim como ao final da história de Poets and Madmen, algo de bom prevaleça.

Veja também:

Savatage (site oficial)

Savatage (Wikipedia)

Jon Oliva´s Pain (projeto paralelo de Jon Oliva)

Trans-Siberian Orchestra (projeto comandado por diversos ex-membros)

Vídeos:

When the Crowds are Gone – Vídeo / Letra

Alone You Breathe – Vídeo / Letra